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Audiência Pública aponta quadro de evolução nos serviços de saúde em Osasco

Prestação de contas revela 2,2 milhões de atendimentos nas unidades de saúde

Em Audiência Pública realizada na noite da última quarta-feira (27), na Câmara Municipal de Osasco, técnicos da Secretaria de Saúde do município apresentaram a prestação de contas referente aos quatro primeiros meses de 2026. O resultado é a evolução constante na prestação dos serviços ofertados à população. 

O encontro foi conduzido pelo presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social do Legislativo, vereador Sérgio Fontellas (Republicanos) e secretariado pelo vereador Pedrinho Cantagessi (União). Também participaram os vereadores Alexandre Capriotti (PL), Délbio Teruel (União), Héber do JuntOz (PT), Ralfi Silva (Republicanos) e Stephane Rossi (PL). O secretário de Saúde, Fernando Machado Oliveira, e a adjunta da pasta, Suzete Souza Franco, repercutiram os dados.

O enfermeiro chefe da Vigilância Epidemiológica, Sátiro Márcio Ignácio Júnior, apresentou os números que foram aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde. Segundo o técnico, entre janeiro e abril de 2026, aconteceram 2,2 milhões de atendimentos nas unidades de saúde do município, 721,4 mil em serviços especializados e 474,2 mil na urgência e emergência. As unidades hospitalares do município atenderam mais de 9 mil pacientes, entre procedimentos clínicos e cirúrgicos. 

Os investimentos na área chegaram a 22,4% do orçamento do município, ultrapassando o limite constitucional de 15%. “O montante vem da arrecadação de impostos e de outras fontes de recursos federal, estadual e municipal”, explicou Sátiro.

Sátiro destacou os investimentos aportados via emendas parlamentares nos níveis federal, estadual e municipal – totalizando R$ 89 milhões. No caso das emendas dos vereadores osasquenses, a previsão é de R$ 26,4 milhões. 

Questionamentos

Os parlamentares apresentaram sugestões e questionamentos. Sérgio Fontellas (Republicanos) reforçou o papel fiscalizador da Casa e a importância da Audiência para esclarecer a população. “A prestação de contas demonstra justamente o termômetro do respeito ao dinheiro público e à dignidade da nossa população. O maior gargalo da nossa rede é o tempo na fila do SUS”, disse.

Héber do JuntOz (PT) perguntou sobre os critérios da reforma da Maternidade Amador Aguiar que, segundo ele, priorizou a fachada, em detrimento do centro cirúrgico e áreas afetadas pelo mofo. 

O vereador Ralfi Silva (Republicanos) relatou problemas com um veículo da Vigilância Sanitária que ficou parado por seis meses sem emplacamento: “Para mim isso é inadmissível. É lamentável essa situação”, criticou. 

O munícipe Maciel Carvalho também perguntou sobre o que a pasta faz para combater as ausências de pacientes em consultas e exames. Délbio Teruel (União) destacou que o absenteísmo é um problema para a cidade. 

Já a vereadora Stephane Rossi (PL) questionou sobre a existência de atendimento voltado a gestantes surdas. Segundo a secretária adjunta Suzete Franco, os funcionários recebem incentivo para a realização de cursos de Libras e o objetivo é que exista pelo menos um servidor capacitado em cada unidade de saúde.

O secretário Fernando Machado explicou que o recadastramento dos munícipes é fundamental para reduzir filas e organizar a rede. “Além de todos os benefícios que traz, serve para que a gente seja mais eficaz nas políticas, buscando o princípio da equidade”, respondeu.

A respeito da demora no emplacamento do veículo, o secretário garantiu que medidas drásticas serão tomadas e citou a possibilidade de sindicância para apurar o caso. Em relação às obras na maternidade, Machado explicou que a reforma da fachada atende à demanda de segurança na entrada e saída de usuários, mas que os serviços também acontecem na área interna.

Quanto ao absenteísmo, Machado lembrou que o índice já foi de 33% e registra queda, graças a um trabalho de aprimoramento tecnológico, com busca ativa de pacientes via ligação telefônica, SMS e visitas Foto: Ricardo Migliorini / CMO.