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Como voltar ao mercado de trabalho após os 50 anos?

Entenda como valorizar a trajetória profissional e usar a experiência acumulada como diferencial para encontrar novas vagas

No Brasil, a população com 50 anos ou mais se torna cada vez mais ativa no mercado de trabalho, saltando de 19,1% dos trabalhadores, em 2012, para 24,3% em 2024, de acordo com o IBGE. Esse público ocupa 13 milhões de vagas, segundo o Ministério do Trabalho, e tem grande impacto na economia, porém, muitos nessa faixa etária ainda encontram dificuldade em conseguir novos cargos depois de serem demitidos ou se desligarem.

“O desafio para se reinserir no mercado não ocorre por falta de competência, mas devido à percepção equivocada que algumas empresas ainda têm sobre os profissionais 50+”, explica Lizi Rodrigues, gerente de operações na Refuturiza, plataforma de educação e empregabilidade.

De acordo com a especialista, apesar de os profissionais com mais de 50 anos ainda enfrentarem etarismo, o preconceito baseado em idade, uma mudança está em curso e a forma como as empresas enxergam a diversidade contribui para a reinserção desses profissionais. “Hoje, muitas organizações já compreendem que diversidade não está relacionada apenas a gênero, raça ou geração, mas também à diversidade de experiências, vivências e perspectivas que cada profissional traz para o ambiente de trabalho”, ressalta.

Desafios e oportunidades

“Chegar aos 50 anos no mercado de trabalho não significa estar próximo do fim da carreira. Significa ter acumulado repertório, maturidade e capacidade de gerar valor”, resume Lizi. De acordo com ela, o mercado ainda possui espaço para profissionais dessa idade e, com a estratégia certa, é possível conseguir um cargo.

No que diz respeito aos desafios, a gerente da Refuturiza explica que algumas empresas possuem uma visão ultrapassada de profissionais acima dos 50, acreditando que essas pessoas têm dificuldade para aprender novas tecnologias, são menos adaptáveis às mudanças ou possuem menor energia e produtividade. 

Entretanto, essa visão desconsidera que “a experiência acumulada ao longo dos anos desenvolve competências valiosas no ambiente corporativo, como maturidade emocional, capacidade de tomada de decisão, visão estratégica, gestão de crises e habilidade para lidar com pessoas e cenários complexos”, defende a gerente de operações.

A especialista argumenta que o aumento da expectativa de vida e do número de profissionais maduros no mercado de trabalho tem incentivado empresas a perceber os pontos fortes desse público, especialmente em um contexto de constantes transformações.

“Ainda existe o etarismo, mas vejo uma evolução. Muitas empresas perceberam que equipes multigeracionais são mais ricas, equilibradas e produtivas, porque combinam diferentes perspectivas. Nesse cenário, o profissional 50+ deixa de ser reconhecido apenas pelo tempo de carreira, mas também pela capacidade de unir experiência, visão de negócio, maturidade e disposição para continuar”, sintetiza Lizi. 

Voltando ao mercado

O primeiro passo para voltar ao mercado de trabalho sendo um profissional 50+ é demonstrar como a própria experiência gera valor para uma empresa. “Em uma entrevista, o mais importante não é destacar quantos anos de experiência se possui, mas expressar como essa bagagem pode contribuir para resolver desafios, acelerar resultados e apoiar o crescimento da companhia”, detalha.

No entanto, Lizi destaca que o amplo conhecimento de um profissional 50+ não garante automaticamente um novo posto. “A experiência abre portas, mas é a disposição para continuar aprendendo que mantém essas portas abertas”, resume.

“É necessário se apresentar como atualizado para conseguir um novo emprego, e algumas ações podem fazer a diferença, como atualizar o LinkedIn e mantê-lo ativo, investir em networking e desenvolver competências digitais, principalmente em Inteligência Artificial”, esclarece a gerente da Refuturiza.

Lizi afirma que o estudo e a atualização contínua são fundamentais especialmente em momentos de transição profissional. “Quando um profissional continua estudando, ele transmite uma mensagem muito importante: minha experiência é sólida, mas meu conhecimento não ficou parado no tempo”, defende. 

A gerente ainda diz que a atualização por meio de estudos demonstra capacidade de adaptação frente a um mercado que muda rápido, o que é essencial para pessoas com mais de 50 anos que procuram emprego. 

Por fim, Lizi ressalta que fazer cursos também oferece outros pontos positivos. “Certificações ajudam a fortalecer o currículo, aumentam a confiança durante entrevistas e ampliam a rede de contatos. Muitas vezes, novas oportunidades surgem justamente por meio dessas conexões criadas em programas de formação e desenvolvimento”, detalha.

Sobre a Refuturiza

A Refuturiza é o ecossistema completo de educação e empregabilidade do Grupo TODOS Internacional. O hub de conhecimento possui conteúdo que atende a todas as necessidades da família, oferecendo uma gama de serviços que vai desde a educação infantil, com a plataforma educativa Kiddle Pass, até a gestão financeira doméstica, com o streaming +Cash, e a profissionalização, por meio de mais de 1.300 cursos com certificação nacional, ministrados de forma presencial e on-line.

Com mais de 272 mil talentos cadastrados, entre alunos e candidatos, a Refuturiza conecta profissionais a empresas por meio de orientação de carreira e testes comportamentais gratuitos, além de oferecer uma plataforma completa de recrutamento e soluções estratégicas para RHs, como o desenvolvimento de talentos e o fortalecimento da marca empregadora. Ao unir tecnologia, educação e empregabilidade, a Refuturiza transforma vidas. Saiba mais em: www.refuturiza.com.br.

Fonte:Fellipe Gualberto