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Escola de Barueri homenageia aluna com plantio de ipê-amarelo

A EMEF Elvira Lefevre Salles Nemer realizou, na tarde da última quarta-feira (3), uma homenagem à estudante Giovanna Frige Chiasini, de 14 anos, moradora do Jardim Belval e aluna do 9º ano E. A adolescente faleceu em abril deste ano em decorrência de complicações causadas pelo lúpus, doença autoimune que pode comprometer diversos órgãos do corpo.

A homenagem consistiu no plantio de um ipê-amarelo próximo ao portão de entrada da escola. A iniciativa foi organizada pela direção da unidade, com apoio dos professores Geovani Barreto Santos, conhecido como professor Jéba, e Agnério Néri Ferreira, idealizador da ação.

Segundo Agnério, a espécie foi escolhida por sua relevância para a flora brasileira. “Optamos pelo ipê-amarelo por ser uma das árvores mais representativas do país. Ela tem oito anos e mais de três metros de altura. Em setembro, quando voltar a florescer, será também uma forma de lembrarmos da Giovanna”, afirmou.

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Durante a cerimônia, houve apresentação musical conduzida pelos professores Agnério Néri Ferreira e João Francisco Bruno de Jesus. A canção escolhida foi “Hino à Árvore”, composição do professor Arnaldo de Oliveira Barreto, importante educador que viveu entre o final do século XIX e o começo do século XX.

O encerramento contou com a participação de Marianna Gabrielle Ramos Silva, mãe de dois alunos da escola, que representou as famílias no plantio da árvore.

A atividade também reuniu familiares da estudante, entre eles os irmãos Gianlucca e Manuella. A mãe de Giovanna, Bruna Frige Chiasini, não pôde comparecer por motivos emocionais.

Sobre o lúpus

O lúpus é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa, caracterizada pelo ataque do sistema imunológico a tecidos e órgãos saudáveis do próprio organismo. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga intensa, dores e inchaço nas articulações, manchas avermelhadas na pele, febre persistente e queda de cabelo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o Brasil registra entre 150 mil e 300 mil pessoas diagnosticadas com a doença. Embora não tenha cura, o tratamento adequado contribui para o controle dos sintomas e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Cerca de 90% dos casos ocorrem em mulheres, principalmente jovens.


fotos: Ana Guice/Secom Baruerei